A Força Curativa da Respiração 1


Exercícios respiratórios destinados a combater as mais variadas moléstias e doenças do corpo, assim como angústias, depressões e outros problemas psíquicos. 

Não é sem razão que, em todas as atividades que dependem do sugestionamento  acima de tudo, na hipnose e no treinamento autógeno, a respiração, aplicada consciente e objetivamente, desempenha um papel importante. 

Por outro lado, utiliza-se também a força da imaginação como um ele mento essencial da terapia respiratória. 

Por isso, acrescenta-se a cada exercício uma fórmula sugestiva ou uma imagem com função meditativa, que apóia e aumenta o poder de cura da respiração. Desse modo, a respiração não serve somente à preservação da saúde, à prevenção de doenças ou à sua cura, mas leva também ao relaxamento, ao mergulho dentro de si mesmo e à ampliação da consciência. Nesse caminho, a força da respiração torna-se a fonte da harmonia entre o espírito e o corpo.

I- EXERCÍCIOS PRELIMINARES 

Relaxamento Completo 

Este treino de descontração deveria ser realizado sempre em primeiro lugar, quando nos preparamos para os exercícios respiratórios. 

Deitamo-nos numa esteira e, com os braços acima da cabeça, estiramo-nos para cima e para baixo. “Crescemos além” do corpo. Em seguida, começamos com o próprio relaxamento. 

Os braços estão esticados ao lado dos quadris, os pés um pouco afastados um do outro, nas costas, unimos um pouco mais as omoplatas, de modo que possamos virar a palma das mãos para cima. O queixo aponta levemente para o peito. Os olhos estão fechados, os globos oculares dirigidos para a base do nariz, como se quiséssemos olhar para dentro do cérebro. 

Acompanhando a crescente sensação de peso nos braços e pernas, na cabeça e no tronco, deixamo-nos afundar cada vez mais como se mergulhássemos num grosso edredão de plumas. 

Agora, observamos a nossa respiração. No lugar onde nasce o impulso de inspirar, aí está o nosso centro. Não interferimos no acontecimento natural; apenas o observamos, o testemunhamos. Inteiramente por si mesma, a respiração se torna mais lenta e calma e, sem nenhum ruído, o alento entra e sai. A boca está fechada. Experimentamos a sensação: “Respira-se dentro de mim”. No relaxamento completo, distanciamo-nos das coisas, sejam elas importantes ou não, distanciamo-nos do quotidiano e, neste instante, vemos como todos os problemas se tornam menores ou in¬significantes. Tudo se distancia de nós, como pessoas que desaparecem numa longa alameda. 

Relaxamento significa vigilância interior e máxima concentração. Não devemos confundi-lo com um cochilo agradável num divã!

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mirna