O reiki segundo o espiritismo 5

                                                                   O reiki segundo o espiritismo - Adilson Marques

Pergunta 05 – Então é possível criar novos símbolos e atribuir a eles novas funções? 

Resposta – Obviamente. Desenhe uma imagem e atribua, mentalmente, que ao desenhá-la você emitirá energia para os pés de uma pessoa. Sempre que você se concentrar e mentalizar aquela imagem, seu inconsciente fará o trabalho restante. Ou seja, sua vontade de enviar energia para os pés será a alavanca necessária para o seu duplo-etéreo liberar a energia. Porém, não é muito mais fácil você pensar em enviar energia para os pés, para o peito ou para qualquer outra parte do corpo da pessoa do que ficar pensando em criar um sinal gráfico? O homem pré-histórico precisava desenhar um animal na parede e, com sua lança, “ferir” o animal desenhado para facilitar a caça. Agindo dessa forma, acreditava que seria muito mais fácil caçar e, realmente, era. Ele estava canalizando energia para alcançar aquele objetivo. É por isso que o mais importante é o ensinamento moral que cada símbolo do Reiki possui e não sua forma, seu desenho. 

Pergunta 06 – Mas, da mesma forma que algumas pessoas só conseguem orar se estiverem diante de uma imagem de santo, não há aquelas que só acreditarão que enviam energia se desenharem um símbolo? Ou que só através de uma “sintonização” bem cara e ritualizada que obterão tal poder de auxiliar o próximo? 

Resposta – Existem sim. Foi por isso que dissemos que, enquanto existir quem paga, existirá que venda. Os charlatões estão por toda parte para ludibriar aquele que não tem conhecimento. Por isso, a cada dia, surgem símbolos milagrosos e cada vez mais caros. Se no passado o ser humano comprava indulgências para se livrar do purgatório, hoje se compra símbolos de Reiki para tudo, de um resfriado até a cura do câncer. É mais fácil o ser humano acreditar em milagres desse tipo do que na existência do espírito, da vida após a morte e da reencarnação. É mais fácil pagar por um símbolo do que procurar se transformar interiormente, mudando o pensamento, os sentimentos e as atitudes doentias. Não há problema nenhum em se ter símbolos, o problema está na mistificação que se criou em torno deles. P

Pergunta 07 – Pelo exposto acima, podemos inferir que não há diferença entre o Reiki e o passe espírita? 

Resposta – O nome Reiki se popularizou na segunda metade do século vinte. Hoje ele é uma realidade mundial. Não dá para desprezá-lo ou ignorá-lo. É uma variação metódica do que poderíamos chamar de Fluidoterapia. E como vocês necessitam de nomes, poderiam chamar todas as técnicas conhecidas, como o Passe espírita, o Johrey, da Igreja Messiânica, a Cura Prânica dos filipinos etc. como Fluidoterapia. 

A Fluidoterapia nasceu, na Terra, com os primeiros capelianos exilados. Gradativamente, eles foram redescobrindo a forma de manipular a energia cósmica para a cura. E, em cada local, como já dissemos, inventaram rituais e exterioridades para fazer a manipulação energética que, no fundo, funcionará sempre através dos três condicionamentos já apresentados: pensamento, vontade e amor. 

Se não há diferença no tipo de energia, há diferença no procedimento. Muitas casas kardecistas fazem o “passe de cura”, que seria um passe mais demorado, em uma sala diferenciada, com o paciente deitado em uma maca. O “passe de cura” funciona como o Reiki, porém, sem símbolos, músicas ou aromas.

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mirna