Terapêutica Magnética - MANUAL TÉCNICO 47

                                                           Magnetismo Curativo - Alphone Bouvier

Vidro magnetizado 

220. Depois da água, é o vidro o corpo que melhor se magnetiza e que melhor pode preencher o papel de intermediário entre o magnetizador e o doente. Os sonâmbulos têm para com o vidro ou uma tendência, ou uma repulsa notável. 

Em geral, entretanto, procuram-no com muito açodamento como se fora a mão do magnetizador, e justificam este aforismo do Dr. d'Eslon: uma garrafa colocada no epigástrio faz o mesmo efeito que a mão do magnetizador. (Aphor 24) 

221. O vidro parece possuir propriedades inteiramente especiais de condensação e, de todos os corpos inertes, é ele que atua magneticamente sobre o organismo com maior intensidade. 

Quando se quer concentrar as correntes e atuar com mais atividade sobre um órgão afetado, magnetizam-se campânulas, placas ou bocais de vidro para cobrirem a parte doente. 

Nas moléstias de olhos, magnetizam-se os vidros das lunetas ou os óculos. Grande número de magnetizadores, entre os quais o Sr. de Puységur, o Dr. Roulier e Aubin Gauthier, preconizaram o emprego de medalhões de vidro, que eles magnetizavam e faziam trazer suspensos numa fita ao pescoço dos doentes. 

A aplicação dessas placas de vidro sobre o estômago e sobre o coração era para eles de um grande auxílio a fim de acalmarem as dores, as palpitações e desfazerem obstruções. Haviam notado que o vidro magnetizado prende-se à pele, enquanto aquele que não é magnetizado deixa de lhe aderir. 

222. Magnetiza-se uma placa ou um disco de vidro soprando quente por cima e fazendo passes em sua superfície; faz-se também imposições, cercando o disco com os cinco dedos de uma das mãos, e colocando os cinco dedos da outra mão, reunidos em ponta ou em feixe. Magnetiza-se um bocal ou qualquer outro corpo oco, introduzindo nele uma das mãos aberta, de modo a sustentá-lo sobre a ponta dos cinco dedos, e com a outra magnetiza-se por meio de passes. 

Magnetizam-se lunetas colocando o polegar sobre o vidro e, deixando-o aí apoiado por alguns instantes, faz-se em seguida passes ao longo dos ramos, do centro para cada extremidade.

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mirna