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O universo quântico

                                                                                                         Ricardo C. Mastroleo

Paralelamante aos extraordinários desenvolvimentos trazidos pela Teoria da Relatividade, o início do século XX também viu as pesquisas em física mergulharem no mundo do átomo e das partículas sub-atômicas na tentativa de se entender os blocos básicos que compõe a matéria. 

Nessa época algumas propriedades atômicas de vários elementos quimicos já eram conhecidas (embora ainda não entendidas), assim como o elétron e o nucleo atômico ja haviam sido descobertos (em 1897 e 1911, respectivamente). Os trabalhos teóricos do fisico alemão Max Planck (1858 – 1947), em 1900, explicando a radiação emitida por objetos incandescentes (como, por exemplo, o filamento de uma lâmpada acesa) e de Einstein, em 1905, explicando o efeito fotoéletrico, revelaram uma característica muito peculiar dos átomos e seus constituintes, em que estes só conseguem absorver ou emitir energia em quantidades específicas, chamadas de quantum (ou quanta no plural), em flagrante disacordo com a mecânica newtoniana. 

Tomemos como exemplo o comportamento de uma bola de bilhar ao receber uma tacada. Não há quem possa discordar do simples fato de que, quanto mais forte for a tacada (ou em outras palavras, quanto maior for a energia que o taco transfere para a bola), maior será a velocidade da bola (ou em outras palavras, maior será a energia cinética absorvida pela bola). Ou seja, qualquer que seja o valor da energia transferida pelo taco, o mesmo valor de energia será  absorvida pela bola, fato este que está de pleno acordo com os princípios da mecânica newtoniana. Entretanto, o átomo não parecia se comportar da mesma forma. O que as observações e os trabalhos teóricos de Planck e Einstein revelavam era que o átomo conseguia sòmente absorver (ou emitir) certos valores de energia, ou quanta, igorando as “tacadas” que lhe transferissem outros valores de energia. Esse comportamento “quântico” do átomo não podia ser explicado pela mecânica de Newton. 

A gestação de uma nova mecânica, a mecânica quântica, estava iniciada. Duas décadas se passaram até que novos conceitos teóricos que explicassem o estranho mundo do átomo pudessem se consolidar na formação do que hoje conhecemos como a mecânica quântica. Dentre esses conceitos os mais notáveis foram o primeiro modelo quântico do átomo, publicado em 1913 pelo fisico dinamarquês Niels Bohr (1885 – 1962), o qual descreve com sucesso algumas propriedades do átomo de hidrogenio (o átomo mais simples que existe, formado de um núcleo atômico e um elétron), e a idéia revolucionária do francês Louis de Broglie (1892 – 1987), que em 1924 propõe que partículas sub-atômicas possuem propriedades ondulatórias. Um ano mais tarde, experiências envolvendo a colisão de elétrons em cristais de níquel confirmaram as propriedades ondulatórias do elétron. A física se deparava pela primeira vez com a natureza dualística da matéria, cujos componentes básicos, ora se nos apresentam como partículas, ora como ondas. Inspirado nas idéias de de Broglie, o austríaco Erwin Schrödinger (1887 – 1961) publica em 1926 a sua mecânica ondulatória contendo o formalismo matemático que se tornaria a base da mecânica quântica que hoje conhecemos. Esse formalismo permite descrever através das soluções da equação de Schrödinger, que é uma equação que descreve uma onda (similar àquelas usadas no estudo da luz ou do som), o comportamento de uma ou mais partículas se as forças que nelas agem e as condicões iniciais a que elas foram submetidas são conhecidas. 

Aplicada ao átomo de hidrogenio, a equação de Schrödinger conseguia descrever com sucesso propriedades desse átomo que o modelo de Bohr falhava em explicar. O papel que a equação de Schrödinger desempenha na mecânica quântica é o mesmo que o das equações de Newton desempenham na mecânica newtoniana. Entretanto, suas soluções têm significados substancialmente diferentes. Enquanto que a solução das equações de Newton descreve a trajetória do corpo em estudo, fornecendo com ela a posição exata do corpo e sua velocidade em qualquer instante, a solução da equação de Schrödinger (também chamada de função de onda) está associada apenas com a probabilidade que a partícula tem de estar numa certa posição num certo instante. 

Como veremos a seguir, as implicações físicas e filosóficas dessa diferença são enormes. A interpretação probabilística da função de onda requer uma reavaliação do siginificado de se fazer uma medida num sistema quântico. Por exemplo, suponha que uma partícula seja descrita por uma função de onda que, em qualquer instante, tem a mesma probabilidade (não nula) de estar em qualquer posição entre dois pontos, digamos, A e B e probabilidade nula de ser encontrada em qualquer outro lugar. Apesar da função de onda ser capaz de dizer quais as posições em que são mais ou menos prováveis de se encontrar a partícula (a probabilidade não precisa ser a mesma para todas as posições), a sua posição só será determinada ao se fazer uma medida. Suponha que o experimentador ao realizar a medida descubra que ela está no ponto P (òbviamente localizado em algum lugar entre A e B). Uma pergunta pertinente que pode ser feita é: onde estava a partícula imediatamente antes da medida ter sido realizada? Duas possíveis respostas a essa pergunta refletem a divisão que surgiu na época com relação à interpretação de se fazer uma medida em mecânica quântica:

1. A partícula já estava na posição P e a medida feita pelo experimentador simplesmente confirmou este fato. Nesse caso, pode-se dizer que a mecânica quântica se mostra incapaz de prever com exatidão a real posição da partícula e, portanto, está incompleta. Algo mais seria necessário incorporarse à teoria para que ela pudesse conter uma descrição completa da partícula. Einstein era defensor desta resposta. Ele se recusava a aceitar o caráter probabilístico da natureza e sua famosa frase “Deus não joga com dados” ilustra a sua posição a esse respeito. 

2. A partícula não estava em nenhum lugar específico, mas o ato da medida feita pelo experimentador a obrigou a se posicionar no ponto P. Essa era a posição defendida por Bohr, conhecida como a interpretação de Copenhague e que acabou se tornando a interpretação até hoje mais comumente aceita. Mas essa interpretação tem que explicar também o fato real e observado de que logo após a primeira medida, uma segunda medida da posição da partícula resulta novamente no mesmo valor P. Mas o que acontece com a função de onda, que antes da medida ter sido feita descrevia a partícula como podendo estar em qualquer posição entre A e B? Isso não significa que uma segunda medida poderia resultar em qualquer outra posição entre A e B? Segundo a interpretação de Copenhague, o ato da medida causa o colapso da função de onda ao valor medido. Isto é, após a medida, a função de onda passa a descrever a partícula com uma única possível posição onde ela pode estar: o ponto P. 

Um outro aspecto bastante peculiar das partículas sub-atômicas nos foi revelado pelo alemão Werner Heisenberg (1901 – 1976). Ele descobriu que existe um princípio básico da física quântica que proíbe certos pares de observáveis físicas de serem medidas simultâneamente com a mesma precisão. Esse princípio é conhecido como o princípio da incerteza. Por exemplo, é impossivel medir-se simultâneamente com a mesma precisão o momento (e portanto a velocidade) e a posição de uma partícula. A medida bastante precisa, digamos, da velocidade da partícula naturalmente introduz uma incerteza muito grande na medida de sua posição. Essa inevitavel imprecisão não é de forma alguma devida à má qualidade do aparato ou à falta de cuidado do experimentador, mas sim à natureza intrínseca das partículas sub-atômicas. 

A inabilidade que temos em saber com exatidão e ao mesmo tempo a velocidade e a posição de uma partícula inviabiliza completamente o conceito de trajetória em mecânica quântica. Se sabemos onde a partícula está, mas não sabemos qual a sua velocidade, fica impossível saber onde ela estará no futuro ou esteve no passado. A situação não melhora  se sabemos com exatidão a velocidade da partícula, pois aí perdemos o conhecimento de onde ela está, e conseqüentemente de onde ela esteve ou estará. 

O determinismo que sempre permeou a mecânica clássica, não mais pertence ao domínio da mecânica quântica. Teve que ser abandonada a visão determinística da mecânica clássica em que o universo funciona como uma máquina de grande precisão onde, uma vez conhecidas as condições iniciais que a puseram em funcionamento, o seu desenvolvimento futuro pode ser sempre determinado. No mundo sub-atômico, governado pelas leis da física quântica, uma vez conhecidas as condições inicias de um sistema, o melhor que se pode determinar é a probabilidade que o sistema tem de no futuro se encontrar num dos seus vários possíveis estados. 

Mas porque não vivenciamos esses efeitos quânticos no nosso dia a dia? 

Afinal ao largarmos uma pedra, esta sempre cairá numa trajetória bem definida, verticalmente em direção ao chão, e se a largarmos sempre do mesmo ponto, ela também cairá sempre no mesmo lugar. 

Porque na nossa interação diária com objetos materiais, esses efeitos probabilísticos da mecânica quântica não parecem se manifestar? 

A razão é que nós interagimos com objetos muito maiores do que as partículas sub-atômicas, e nesses objetos, os efeitos quânticos se tornam desprezìvelmente pequenos. De fato, a mecânica quântica se reduz à mecânica clássica no limite em que o tamanho dos objetos do sistema em estudo se torna muito maior que o das partículas sub-atômicas.

Ciência, Filosofia e Teoria da Relatividade

                          A Mecanica Quântica e o pensamento de Amit Goswani - Paulo Nuno T P Martins

A Ciência e a Filosofia dos Gregos até às Teorias da Relatividade
 
Todas as culturas estão ligadas a tradições, de maneira consciente e sobretudo inconsciente. 

Na Grécia começou a estabelecer-se uma oposição entre este conjunto (a “doxa”) e o conjunto dos enunciados obtidos por um processo de averiguação (a “episteme”, a “ciência”). Esta oposição foi-se evidenciando ao longo do tempo, tendo sido radicalizada pelo pensamento moderno: para ele, o inconsciente e o mito não têm valor. 

O século XX teve, em todo o caso, de repensar as relações entre, por um lado, o inconsciente e o mito, e por outro lado, a filosofia e a ciência. É que toda a criação autêntica, (seja obra de arte ou teoria científica), enraíza no inconsciente e no mito. De fato, a psicologia moderna, que nasce com a obra de Fechner e Wundt, serve-se (nas palavras de Fechner), por um lado, da introspecção como método para determinar os “fenomenos internos” ou “fatos da consciência”, e por outro lado, da observação fisiológica que lhe permite determinar as correlações entre esses fenomenos e os fenomenos físicos. 

O lado fisiológico é abordado particularmente, pelos movimentosda psicologia denominados por Cognitivo e Behaviourista (da palavra inglesa “behaviourism”, comportamento). 

No Cognitivismo, defendido, por exemplo, por Ulric Neisser, a valorização é dada ao papel dos processos de conhecimento (vulgarmente designado, de modo menos exato, por processos mentais), e à influência destes na vida emocional e no comportamento humano. 

No Comportamentalismo vê-se o ser humano em termos de respostas aprendidas (a minha família, a minha cultura, o meu país, ...), identificando-se este com um conjunto de conceitos psicossocialmente condicionados e aprendidos nos quais opera, sendo o papel do psicólogo Behaviourista modificar estas respostas através da aplicação de determinadas técnicas, de modo a ser benéfico para um determinado ser. 

Exemplos destas técnicas Behaviouristas, utilizadas por Ivan Pavlov, J.B.Watson e Robert Sharpe, são a “desensibilização” (através de relaxamento), “reforço positivo” (como um elogio, sorriso) e “reforço negativo” (através da remoção duma situação desagradável). 

Por outro lado, no início dos anos 60, alguns teóricos de renome, como Carl Rogers, Maslow e Assagioli, consideraram que a psicologia estava a desvalorizar o ser humano nas suas possibilidades. Na verdade, este não era mais do que um organismo condicionado e determinado pela sua própria biologia e meio ambiental, estudando-o de modo excessivamente analítico, sem valorizar outras áreas. Assim nasceu o movimento Humanista da psicologia, o qual veio a ser determinante para o aparecimento da psicologia Transpessoal. 

A psicologia Humanista procura investigar não só o que a pessoa é num determinado momento, mas também revelar o potencial humano, a criatividade, a auto-transcendência, e as possibilidades de liberdade humana, independentemente dos condicionamentos da sua própria personalidade/Ego. Este inclui o lado “persona”que é a “máscara” (termo introduzido pelos Estóicos, que significa “o que está voltado para o mundo”), e o lado inconsciente (designado por lado “sombra”). Por exemplo, Abraham Maslow delineou uma série de seis estágios no processo de desenvolvimento psicológico da mente humana, a qual começa por necessidades básicas de satisfação do Ego, como sejam o dinheiro, a fama e o poder, até ao último estágio de desejo de conhecimento de si próprio, num nível mais profundo e interior, correspondente ao seu “Eu Superior/Alma”. 

Dentro das várias técnicas, utilizadas pela psicologia Humanista para o autoconhecimento, temos a “Bissociação”, onde contextos diferentes se unem harmoniosamente, resultando num “insight” duma determinada situação, sendo por isso um elemento chave para o ato da Criatividade. 

Maslow fala-nos, a este propósito, das experiências de pico (as chamadas vivências de “Consciência Cósmica”) experimentadas, por exemplo, por místicos, nas experiências “Satori”, do Budismo Zen, e Taoísmo, em que a diferença temporal entre o “Ego/Eu pessoal ” (Amit Goswami designa por “Self Clássico”, pois está relacionado com os processos de percepção secundária ou autopercepção, do tipo eu sou isto...) é aumentada em relação ao “Eu Transpessoal” (Amit Goswami designa por “Self Quântico”, pois está relacionado com os processos de percepção primária que envolvem o reconhecimento, entre dois ou mais “arquétipos” que estão no “Campo da Consciência”). 

Por exemplo, conta-se que Arquimedes, quando descobriu o Princípio da Flutuação, saiu do banho nu gritando, “Eureka, Eureka”, o que era o resultado duma experiência criativa entre o “Self Clássico” e o “Self Quântico”. A este propósito, refira-se que a psicologia do Tibete menciona sete faixas de consciência da identidade do Self, (incluindo o “Self Clássico” e o “Self Quântico”), e que tem origem na ideia Indiana de 3 tipos de pulsões ou 3 “gunas”, referidas no “Bhagavad Gita”: 

“Tamas” que é o impulso do condicionamento do passado, a inércia, a educação e o condicionamento ambiental;

“Rajas” que são os instintos inconscientes, a libido ou a natureza (“Tamas” e “Rajas” estão relacionadas com o “Self Clássico”); 

“Sattwa” que é o equilíbrio e a Criatividade, sendo um modo de cognição relacionado com o “Self Quântico”. 

Assim, o “Campo da consciência/mente” está intimamente ligado à harmonia entre os pensamentos e as emoções negativas e positivas, sendo estes justamente o meio para aceder a um nível mais profundo da mente, permitindo assim a verdadeira Criatividade. Distingue-se entre Criatividade interna e externa, sendo a Criatividade externa, (designada por “Coletivização”), destinada à sociedade em geral, enquanto que a Criatividade interna, (designada por “Individuação”), é dirigida para a transformação pessoal do indivíduo. É o relacionamento entre estes dois processos de “Individuação” e “Coletivização” que pode dar origem à maior Criatividade possível. Devemos acrescentar que a cultura da Índia estabelece 4 períodos de desenvolvimento da Criatividade: 

“Brahmacharya”, (que significa “celibato”), que inclui a infância e o jovem adulto;

“Garhastha”, (que significa “viver como chefe de família”), onde há a identidade com o “Ego/eu pessoal”, (“Self Clássico”), exteriorizando-o em atividades locais dicotomicas, (prazer/dor, sucesso/fracasso), desfrutando-se os “frutos agridoces” do mundo sensível, e onde se é, igualmente, influenciado pelo inconsciente colectivo e pessoal; 

”Banaprashtha”, (que significa “morador na floresta”), que é um período voltado para dentro, de auto-exploração e Individuação, no cultivo do despertar de “buddhi”, e que poderá levar a experiências Transpessoais, designadas por “experiências de pico”, onde há a percepção do “Self-Quântico”. Esta inclui diversas etapas, onde os temas do inconsciente coletivo se manifestam, frequentemente, através de sonhos, e da compreensão dos mitos, e que podem levar a uma maior “liberdade” do “Ego/eu pessoal”; 

Finalmente, temos a etapa “Sanyas”, (literalmente “renúncia”), que culmina na transcendência de todas as dualidades do “Ego/eu pessoal”, designada por “Moksha” no Hinduísmo, “Nirvana” no Budismo. Esta última etapa é particularmente abordada pela psicologia Transpessoal, e é vivida como um “Samadhi” (ao que se sabe poucas pessoas na Terra chegaram a esta etapa espiritual). Aqui há uma renúncia do “Ego/eu pessoal” em prol da Consciência Cósmica, a qual é denominada por “Atman”, pela psicologia Oriental, por Não-Self, pelo  Budismo, por Alma, pelo Cristianismo, e por Self-Transpessoal, pela psicologia Transpessoal.

A Física e a Mecanica Quântica

                                    A Mecanica Quântica e o pensamento de Amit Goswani - Paulo Nuno T P Martins

A Física Clássica (Mecânica, Electromagnetismo) propõe uma descrição determinista do Universo. 

A Mecânica Quântica tem a este respeito um esquema que parece paradoxal a quem se formou na mentalidade clássica. 

Um sistema físico é definido por uma função de estado (“função de onda” ou “vector de onda”), e tudo o que se pode saber sobre o sistema num dado instante está contido na função de onda (que designaremos por Ψ). Se a função de onda é uma descrição do sistema, com alguma parecença com aquilo que classicamente se chama “imagem” ou “descrição” é uma questão filosófica em aberto, havendo duas atitudes fundamentais: 

a) Bohr que defende que esta é uma questão ociosa, pois tudo o que adianta é saber que da função de onda se tiram conclusões objectivas; 

b) Penrose que é um pouco mais “realista”, atribuindo uma realidade física objectiva na descrição quântica, denominada por estado quântico, isto é, Ψ descreve a “realidade” do mundo. 

Como quer que seja, o que a Mecânica Quântica tem de mais bizarro vem a seguir: a Equação de Schrödinger dá-nos a evolução da função de onda Ψ ao longo do tempo, sendo esta completamente determinista (que designaremos por Q). Contudo, sempre que “fazemos uma medição” desencadeia-se um processo pouco elaborado de transposição dos fenomenos do mundo linear e simples do nível quântico, para o mundo real da experimentação. 

Este processo envolve o chamado «colapso da função de onda» ou «Redução do vector de estado» (que designaremos por R), sendo este procedimento quem introduz a incerteza na Teoria Quântica. Assim, enquanto que o processo determinístico Q é o que tem envolvido a maior parte do trabalho dos físicos, por seu lado, os filósofos têm estado mais intrigados com o processo não-determinístico da «Redução do vector de estado» R, tendo este processo levantado várias questões filosóficas fundamentais, nomeadamente como e quando é que se verifica a «Redução do vector de estado»? Será que são necessários observadores (ou seres conscientes) para se verificar a «Redução do vector de estado»? E, qual é o mecanismo do cérebro/mente quando se dá a «Redução do vector de estado»? 

A este propósito, Roger Penrose crê que é necessária uma teoria que incorpore aquilo a que se chama a «Redução objetiva da função de onda», na qual a consciência tenha um papel fundamental. É este exatamente o objetivo principal desta tese. 

De fato, autores recentes como Amit Goswami, cientista nascido e formado na Índia e, atualmente professor de Física Quântica na Universidade de Oregon (E.U.A.), defende que os célebres paradoxos da Mecânica Quântica poderão ser “entendidos” quando vistos à luz das filosofias da Índia, particularmente através da filosofia do idealismo monista. 

É certo que o problema do conhecimento tem atravessado toda a filosofia Ocidental, embora os pensadores não europeus tenham sido em geral ignorados, (excepção feita à cultura Islâmica, com a qual houve algum contacto desde o século XII). Já no século XIX, e sobretudo no século XX, surge um interesse pelas filosofias da Índia, introduzindo a ideia de que na sagacidade da Índia, a questão do conhecimento reserva surpresas para quem se limitou a estudar apenas a cultura e a filosofia Ocidental. 

É um fato curioso que os fundadores da Mecânica Quântica tinham alguns conhecimentos das filosofias do Oriente: Schrödinger tinha algum conhecimento das filosofias da Índia, Bohr tinha algum contato com as concepções de Buda e Lao-Tse, mais adiante encontramos obras como o “Tao da Física”, de Capra, ou o “Congresso de Córdova de 1979” que sugerem que as filosofias da Índia são o meio natural para pensar a Mecânica Quântica. Assim, este trabalho é uma contribuição para um estudo mais profundo deste tema.

A Física e o Espiritismo 19

                                                               Ditado por espíritos diversos - Recebido por P.A.Ferreira

Vimos a massa está em parte relacionada com a quantidade de energia e esta com a quantidade de partículas h. Porém isto só não explicaria tudo. O fóton pode ter a mesma quantidade de energia que um pósitron e um elétron, entretanto tem massa nula. O neutron tem carga nula e massa maior que o próton. O próton tem mesma carga elétrica do pósitron e do elétron e massa muito maior. Notamos portanto que o que importa na massa não é a carga elétrica mas a presença de partículas do campo de massa, material e virtual que podem compensar uma à outra. Em um neutron a massa é grande porque tem muito maior quantidade de quarks m que de quarks l. Em um elétron ocorre o oposto, existe apenas quarks l, consequentemente dando-lhe uma massa negativa. 

Vimos também que em um campo magnético intenso, somando-se às forças que tendem a separar as partículas h+ e h-, há a força magnética em sentidos opostos para cada uma destas partículas elementares, causando a dissociação de um fóton em pósitrons e elétrons. 

Vimos que as partículas do campo, de mesmo sinal, se atraem pela nova lei dos semelhantes. 

A renormalização adquiriu novo significado. 

A inércia aqui é uma medida da resistência à modificação do movimento (aceleração), devido à atração do campo, não havendo resistência à velocidade num campo sem gradientes. 

O movimento no universo se deve à perseguição da matéria pela antimatéria e vice-versa no universo virtual. 

O campo com gradiente representa um aumento na densidade de partículas em uma dada direção e, consequentemente, atração nessa direção. A gravitação advém naturalmente como atração dos corpos pelo campo de massa, conforme a lei dos semelhantes. Logicamente partículas com sinais opostos ao campo seriam repelidos (levitação). A levitação tem seu fundamento na massa negativa e a gravitação e o eletromagnetismo podem ser agora unificados. E se o campo contiver os dois sinais essa ação de atração e repulsão poderá ser reforçada ou cancelada conforme a direção dos dois gradientes.  

A mensagem mais recente:

Ficamos felizes por você ter compreendido tão bem as lições. Isto se deveu ao fato de sua mente não estar presa aos conceitos tradicionais mas ter procurado sempre novas explicações que, como esta, fugissem completamente dos conceitos instituídos. Isso faz a verdadeira Ciência e é necessário grande dose de humildade para ter essa liberdade de compreensão. Você não o teria conseguido sozinho mas outros teriam falhado desde o começo por acharem absurdos os conceitos apresentados, sem coerência e até contraditórios. Pela sua persistência e fé no que estava fazendo, acreditando que de fato um curso proveniente do plano espiritual lhe estava sendo ministrado, você faz jus à autoria deste trabalho de recepção das presentes lições. Não se acanhe portanto em publicá-las após uma revisão cuidadosa para eliminar os erros iniciais devidos à novidade do assunto. Não se preocupe também com a liberação desses conhecimentos, pois se o fizemos é porque nossos superiores acharam ser este o momento adequado de apresentá-los à humanidade. Não se iluda, pois este trabalho será motivo de mofa e ridículo, e anos se passarão antes que seja reconhecido como um guia epistemológico para a Ciência futura. 

Apresse-se em fazê-lo pois o progresso se faz necessário para o enfrentamento dos tempos difíceis que virão para a humanidade. Estes conhecimentos serão de grande utilidade para a perpetuação da espécie humana no planeta no futuro. Haverão tentativas de utilizá-los para o mal, mas estaremos atentos para o fato, e a aceitação e comprovação da vida espiritual que advirá deste compartilhamento de conhecimentos no campo científico compensarão todo o mal que poderia ser causado pelas forças que tentam atrasar o desenvolvimento material, moral e espiritual da humanidade, aproximando definitivamente a ciência da religião. 

Que a Paz e o Amor Divino estejam com todos na Terra pelos espíritos de 

Sir Macklay 
Raphael 
Emanuel 
Alexandre 

Rio, 7 de Maio de 1995.

A Física e o Espiritismo 18

                                                               Ditado por espíritos diversos - Recebido por P.A.Ferreira

A  M A S S A:

A teoria da Relatividade Restrita deduziu a variação da massa com a velocidade, porém é necessário compreender em que circunstâncias isto é verdadeiro. Consideremos um observador e um corpo de massa m'o em repouso em relação a um sistema S' de coordenadas (x', y', z', t' ), e consideremos ainda um observador e outro corpo de massa mo em repouso em relação a outro sistema de coordenadas S (x, y, z, t). O sistema S' está dotado de velocidade uniforme v em relação ao sistema S. Neste caso valem as transformações de Lorentz para passar de um sistema de coordenadas para o outro. 

Para cada observador a massa do outro sistema é vista como uma massa maior do que se estivesse em repouso relativo a este observador. Portanto, 


m = m'o / (1-v²/c²)1/2 para um observador no Sistema S 




m' = mo/ (1-v²/c²)1/2 para um observador no Sistema S'. 

Se as massas em repouso forem iguais para os dois observadores, m'o = mo, a massa vista do outro sistema serão iguais para os dois, m' = m, mas de um valor simultaneamente maior que a massa que está em repouso em cada sistema (aqui podemos falar de simultaneidade porque não se trata de eventos). Esse valor maior é a massa aparente que cada um mediria ao observar a massa do outro sistema em movimento relativo. Já a fórmula de equivalência de massa e energia, E = Mc², representa um aumento real de massa M sofrido por um corpo que absorveu uma energia E. 

Décima segunda Mensagem:

A força entre as partículas do campo ainda é desconhecida da Ciência. Mas é a responsável pela existência da massa e indiretamente pela gravidade. A compreensão completa do conceito de massa só será possível depois que a Ciência desenvolver uma teoria da estrutura da matéria baseada no holograma. A massa será então entendida como a transformada de uma propriedade do holograma.

O valor da massa, como vimos, depende do tipo de quark, m ou l, na partícula atômica e o sinal da massa depende do sinal das partículas elementares do campo. Uma massa grande significa que a partícula está mais ligada ao campo, tem mais inércia, sendo os quarks m e m os responsáveis por essa força. Uma massa pequena, como a do elétron, está associada aos quarks l e l. Estas duas famílias de quarks são também formados por partículas elementares às quais estão associados o campo gravitacional e o campo, ainda não bem conhecido, da força fraca. A interação das partículas elementares l e l com as partículas h e m, são fracas em comparação com a interação das partículas m e m, entre si e entre as partículas h+ e h-. A equivalência entre massa e energia pode ser aqui ampliada se considerarmos que as partículas elementares h+ e h- estão relacionadas com a constante h pela quantidade n de pares destas partículas por ciclo de onda: 


h = n h ± . 

As partículas elementares por si só não possuem massa mas, quando passam a fazer parte de uma partícula atômica, como no aumento de energia da partícula, elas contribuem para a renormalização e para o aumento de massa devido aos quarks m ou l do campo que serão absorvidos para compensar o aumento de pares h ±. Não estamos falando da massa aparente da Teoria da Relatividade mas sim de um real aumento de massa. A massa aparente depende do movimento do observador e o que estamos nos referindo aqui é ao aumento de massa relativamente ao campo, considerado como em repouso relativo local. As partículas e o campo, quando em movimento relativo acelerado, estão constantemente trocando partículas elementares. Esta troca já foi observada como jatos em colisões de partículas de alta energia. 

Para uma dada freqüência , com energia do fóton E = n h ±v temos um acréscimo de massa equivalente dado por E= ±delta M c². Note-se que não mencionamos aqui massa de repouso do fóton por não fazer sentido. A energia adicionada aparecerá, como dissemos acima, como um acréscimo de massa na partícula atômica. Substituindo, vemos que o acréscimo de massa deltaM é dado por:  


deltaM = n h ±v / c² .

Consideremos agora a desintegração de um múon:


(mi) +    => e+  +v +v + m m  


(mi)-  =>  e- +v +v + m m 

o méson tem 207me e gera um elétron e neutrinos sem massa além de mésons (m m) ainda não detectados que voltam para o campo levando consigo a diferença de massa. Da mesma forma : 


 (pi)+  =>  (mi)+  +v+ m m 


 (pi)-   =>  (mi)- + v + m m 

Múons e píons são elétrons com grandes acréscimos de quarks (m m). As partículas atômicas com alta energia também usam esse mecanismo para armazenar energia. A maior parte dos mésons que se desintegram em elétrons liberam inúmeros pares m m e h+h- em frações muito pequenas para serem detectadas, já que possuem carga e massa nula. Estes pares se incorporam ao campo ou dão origem à renormalização da Física. 

A massa negativa do elétron, como já vimos, é interpretada como massa positiva. Sua energia, de fato, é positiva, pela absorção de fótons materiais que se tornam em pares h ± da renormalização. 

Na levitação da matéria juntamos partículas m embaixo dos corpos, e partículas m em cima, anulando assim o efeito gravitacional, ou a massa do corpo em relação ao campo material, isolando as partículas m da matéria do campo m do mesmo tipo. As partículas m parecem não ter existência no mundo material podendo ser interpretadas como buracos, dando a interpretação análoga de flutuação ou empuxo com relação ao campo gravitacional. O campo gravitacional é menos denso de m e mais denso de m na direção do centro da Terra. O empuxo assim é em relação à densidade do campo gravitacional material. 

Campinas, 1º de Maio de 1995. 

Resumo da Décima primeira Mensagem:

Conforme vimos foi feita uma distinção entre o aumento de massa aparente e o aumento de massa por acréscimo de energia, este último se dando por absorção de pares h ± e de partículas elementares m ou l do campo. A grande diferença entre a massa dos prótons e neutrons e a dos elétrons se deve à presença dos quarks m nos prótons e neutrons e dos quarks l nos elétrons e à força com que esses quarks são atuados pelas partículas elementares m e l do campo. Da mesma forma os mésons apresentam maior massa que os elétrons devido aos pares de quarks e antiquarks m no méson. Infelizmente não foi possível anotar nenhuma relação entre a energia (ou pares h ±) e a quantidade de partículas m absorvidas do campo. 

Por outro lado deve ser notada uma diferença fundamental entre os conceitos de massa negativa descritos até agora pela Ciência e os conceitos no presente livro. Na teoria por nós apresentada não se faz distinção entre massa inercial, massa gravitacional e massa energia. Todo corpo tem apenas uma massa que é atuada pelo campo, num sentido ou no outro. Se um corpo de massa m1 está próximo de um grande corpo de massa m2 sofrerá a ação do seu campo gravitacional e do seu campo antigravitacional. Se a massa m1 for positiva e a massa m2 for material a aceleração de m1 será no sentido do corpo. Se a massa m1 for negativa a aceleração será no sentido oposto. Não há como considerar que a 'força' gravitacional, em uma massa m1 negativa, será invertida empurrando-a para longe, mas que devido à massa inercial negativa o corpo acelerará no sentido oposto aproximando-se. A massa m1 ser negativa significa apenas que m1 será repelida pelo campo e, portanto, se afastará da massa m2

Existe também uma diferença fundamental entre o campo eletromagnético e o gravitacional. A atração ou repulsão entre cargas elétricas é realizada através o campo e atua sobre a partícula que acelerará em uma ou outra direção conforme sua massa seja positiva ou negativa. O campo gravitacional tem seu anticampo e uma massa será positiva se tiver o mesmo sinal do campo. Assim, uma massa negativa no campo gravitacional será positiva no campo antigravitacional, ou seja, a massa é relativa ao campo gravitacional. 

Em um campo sem gradiente de densidade, se a massa for positiva haverá uma interação com o campo durante a aceleração que limitará a ação da força aplicada de modo que para acelerar mais será preciso aplicar uma 'força' maior; se não houver um campo atuando, uma massa positiva em movimento uniforme tenderá a continuar com a mesma velocidade porque a massa só se faz sentir quando há uma aceleração. 

Uma massa negativa isolada também se manterá em movimento uniforme em um campo sem gradiente. Mas se tentarmos acelerá-la em uma certa direção, e isto é feito sempre através o campo, a massa acelerará na direção oposta porque esta é sua propriedade postulada, não havendo como tentar explicar o porque disso até que entendamos realmente o que é a massa. Em um campo gravitacional a aceleração adquirida por uma massa negativa será sempre no sentido da menor densidade do campo. Note-se ainda que não há necessidade de falar em termos de força, mas apenas em aceleração e se escolhermos um sistema de coordenadas cuvilíneas adequadas poderemos dizer que a massa está em movimento uniforme nesse sistema, conforme ditado pelo Princípio de Equivalência da Relatividade Geral.

A Física e o espiritismo 17


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A LUZ VIRTUAL:

Conforme vimos no capítulo anterior a hipótese de que a onda se propaga como uma série de quanta foi usada para explicar o efeito fotoelétrico. Entretanto a teoria ondulatória é uma das teorias físicas mais firmemente estabelecidas, constituindo o único meio de explicar a difração e a interferência. A situação aqui é diferente daquela em que temos a mecânica relativística e a mecânica newtoniana, onde esta é uma aproximação da primeira. Um feixe de luz pode ser refratado por um retículo e depois causar a emissão de elétrons numa superfície metálica, porém não simultâneamente. Mas podemos notar que, quando a luz se propaga se comporta como onda e na interação íntima com a matéria se comporta como partícula. 

Décima primeira Mensagem:

Vamos estudar agora as ondas de luz nos dois universos. A luz também é um pouco mais complexa do que se entende atualmente na ciência material. Além da luz considerada como fenômeno eletromagnético e da luz na forma de corpúsculos (quanta), existe também luz nos campos de energia positiva e de energia negativa. 

Considerada como fenômeno eletromagnético ela se propaga no éter, ou campo eletromagnético, que nada mais é do que o conjunto de pares (h+ h-) no nível zero de energia. Esta é a luz conhecida pela ciência material e que pode ser percebida nos dois universos. 

A luz manifestada como corpúsculo nada mais é do que um caso especial de onda ainda não considerada pela ciência, onde estão superpostas duas ondas longitudinais: 

- a virtual, que se propaga no campo da energia negativa, que é o conjunto das partículas h-, e 

- a material que se propaga no campo da energia positiva que é o conjunto das partículas h+. 

Entretanto esta forma de propagação pode facilmente se transformar na onda transversal e a transversal na longitudinal, dependendo das condições do meio onde se propagam. A dualidade partícula-onda se reduz assim à mudança entre um e outro tipo de onda luminosa. 

Mas existem regiões do universo onde encontramos apenas matéria pura (buracos negros) ou antimatéria pura (buracos brancos) sendo que aí só ocorre o campo material ou o campo virtual, respectivamente. Nestas regiões temos a luz material pura e a luz virtual pura, não havendo campo eletromagnético, sendo assim ambas longitudinais. 

No caso das ondas eletromagnéticas transversais temos as duas componentes de campo, a elétrica e a magnética em planos perpendiculares, sendo as pertubações transversais à direção de propagação da onda. No ponto onde a componente elétrica se anula temos um máximo na componente magnética, como já entendido pela Física Clássica. Em um campo magnético intenso o suficiente, os dois tipos de partículas elementares se separam dando origem a um elétron, formado por h- e a um pósitron formado por h+. A separação ocorre quando o campo magnético em cada onda é máximo, com campo magnético de mesma polaridade de modo que o elétron e o pósitron formados possuem momentos magnéticos idênticos. 

No caso dos quanta de luz temos uma energia


 E = n h±v  

concentrada na meia onda superior sendo a energia da meia onda inferior aproximadamente nula. 

No caso da onda virtual pura a energia é dada por 


E = n h-v . 

e para a onda material pura a energia é 


E = n h+v . 

Campinas, 23 / 4 / 95.

Resumo da Décima primeira Mensagem:

Aqui os espíritos nos ensinam que a luz pode se propagar de várias formas, mas sempre como onda e que na interação com a matéria como, por exemplo, quando entra nos orbitais atômicos, ela muda para uma onda longitudinal onde as cristas podem ser assemelhadas a corpúsculos. Da mesma forma ao ser emitida energia num orbital teremos uma onda longitudinal que se transforma em onda transversal quando se propaga no espaço.

A Física e o Espiritismo 16

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E N E R G I A:

No fim do século XIX foi descoberto o efeito fotoelétrico onde uma superfície de metal iluminada por luz de freqüência suficientemente alta (luz ultravioleta) emite elétrons. A distribuição de energia dos fotoelétrons emitidos independe da intensidade da luz. Uma luz intensa produz mais elétrons, mas a energia média do elétron é a mesma sempre que a freqüência for a mesma. Pela teoria ondulatória o fenômeno não pode ser explicado porque a produção de elétrons é instantânea, e seria necessário cerca de um ano para que o elétron acumulasse a energia necessária para saltar. Igualmente estranho do ponto de vista da teoria ondulatória é a energia do elétron depender da freqüência da luz incidente. Abaixo de certa freqüência crítica, característica para cada metal em particular, os elétrons não são emitidos. 

Em 1905 Einstein publicou um trabalho mostrando que o efeito poderia ser entendido se fosse adotada a solução que Planck usara, cinco anos antes, para derivar o espectro da radiação emitida por corpos negros. Segundo Planck, a radiação era emitida descontinuamente em pequenos pacotes de energia denominados quanta. Os quanta associados a uma freqüência particular da luz emitida possuem todos a mesma energia sendo essa energia E diretamente proporcional a  v , isto é, 


E = hv  

onde h é a Constante de Planck. Planck então não duvidava que embora a energia fosse irradiada por pulsos ela devia se propagar na forma de ondas eletromagnéticas. Einstein propôs que a luz não só fosse emitida como um quantum, mas também que se propagava como quanta individuais. Explicou então o efeito fotoelétrico com a fórmula empírica: 


E = hv - h vo 

onde E é a energia máxima do fotoelétron e h vo a energia mínima necessária para desalojar um elétron da superfície metálica que está sendo iluminada, sendo o a freqüência mínima associada correspondente. Os fotoelétrons não possuem todos a mesma energia porque seria necessário mais trabalho para arrancar os elétrons que se situam mais abaixo da camada superficial. 

É curioso observar que a teoria quântica, que aborda a luz como um estrito fenômeno corpuscular, coloca explicitamente a freqüência que é estritamente um conceito ondulaório. A posição da Física hoje é que a teoria ondulatória da luz e a teoria quântica da luz se complementam entre si. A verdadeira natureza da luz deixou assim de ser significativa.

Décima Mensagem:

Continuando nossa descrição do FCU podemos dizer que é formado pelas diversas partículas elementares dando origem aos diversos campos. Em especial, as partículas h+ e h- podem se unir em pares formando o campo eletromagnético. Quando n destas partículas estão agrupadas formando um pacote são denominadas de quantum sendo sua energia proporcional à quantidade dessas partículas elementares. A energia de um quantum é dada por: 


h = n h+ 

quando falamosde campo de energia positiva, e 


h = n h-

quando se trata de campo de energia negativa. 

Porém o que se considera normalmente como energia é aquela referente ao campo eletromagnético, formado por pares h±. Neste caso a energia do quantum será dada por 


h = n h±, 

onde h± é a energia de cada par e h é a Constante de Planck. 

Em média existem n pares de partículas de FCU por comprimento de onda, e como n depende da densidade do campo a Constante de Planck passa a ser uma constante local. Teremos assim que, para um dado local, a energia transferida por segundo por um feixe de ondas de freqüência v será de 


E = hv = n h±v . 

Se considerarmos que a lei E = mc² esteja correta, teremos também dois sinais para a massa, m+ e m- . A massa m- seria a da antimatéria e a lei da energia seria dada por: 


E = +- mc² .

Não há então necessidade de conceituar a antimatéria como sendo matéria viajando para traz no tempo. Tudo se passa como se existissem dois campos, um de energia positiva e outro de energia negativa, interpenetrando-se, porém sem interferir um no outro. A matéria interage com a matéria através o campo material e a antimatéria interage com a antimatéria através o campo antimaterial. No nível zero seria os campos material e antimaterial estão unidos, ou seja, as partículas h+ e h- estão unidas formando pares. Aliás estes pares estão presentes também próximo às partículas com carga elétrica, dando origem à renormalização considerada pela Física. 

No quantum temos n pares de partículas h± com uma dada quantidade de movimento que só depende da freqüência . Daí segue que numa interação com a matéria a energia dos fótons só depende da freqüência enquanto a amplitude depende da quantidade de fótons. Sendo o elétron pontual, são as partículas h± que colidem com ele e não o quantum como um todo rígido. Se o momento da partícula h+ for pequeno (freqüênciao) o elétron não salta. Se o valor do momento da partícula h que colide não for o valor máximo, a energia do elétron não será a máxima para aquela freqüência. 

Campinas, 16/4/95. 

Resumo da Décima Mensagem:

Esta lição nos diz que a Constante de Planck não é universal mas um valor local que depende da densidade do campo ou da quantidade de partículas por comprimento de onda. Mostrou-nos também que a energia equivalente de uma massa negativa também é negativa. O efeito fotoelétrico é explicado a nível de partículas elementares.

A Física e o Espiritismo 15

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O Fluido Cósmico Universal (FCU):

Após a Teoria da Relatividade Especial que considera o tempo como mais uma coordenada, equivalente ao espaço, o Universo passou a ser descrito como um contínuo quadridimensional espaço-tempo. O efeito túnel foi então descrito como uma passagem pela dimensão tempo neste espaço quadridimensional. Isto deu vazão a muitas histórias de ficção com viagens pelo tempo, para o passado e para o futuro, levantando muitos paradoxos. Devido à impossibilidade de reproduzir de forma controlada em laboratório os fenômenos espiritas, já que obviamente os Espíritos sendo seres inteligentes, com sua própria vontade, não se sujeitariam a isto, a Ciência preferiu ignorar a existência desses fenômenos, preferindo estudar aquilo que era possível de ser repetidamente confirmado por toda a comunidade científica. Assim, o pouco que foi feito em termos científicos, não se tratando de fenômenos parapsicológicos, só pode ser encontrado na literatura espírita; a explicação encontrada não difere muito do conteúdo deste livro e por ser extensa não a repetiremos aqui. Vamos então à nona mensagem que traz sutilezas adicionais sobre o assunto. 

Nona Mensagem

Um espírito pode estar no plano da mente, no plano espiritual ou, quando mais densificado por adição de partículas do campo, no plano material, ou ainda encarnado num corpo material. Cada uma destas situações representam um grau de profundidade no campo da energia. Haveriam em princípio três regiões: a material, a espiritual e a mental e entre as duas primeiras uma interpenetração dos dois planos que chamaremos de "região de coexistência". Da mesma forma existe uma transição entre os planos espiritual e mental. Poderíamos esquematizá-las como regiões concêntricas, com o plano mental no centro seguido do plano espiritual e do plano material na periferia. Neste esquema mostrado na figura 1, podemos simbolizar melhor o transporte de matéria de forma quase instantânea entre dois pontos distantes A e B, quando é feito passando pelo campo mental:


No gráfico acima o raio dos círculos seria a dimensão adicional que podemos chamar de quinta dimensão, que é a dimensão da energia, que teria o nível zero na interface entre os planos material e espiritual, ficando a energia negativa nos planos espiritual e mental. Se convencionássemos colocar a origem da energia no centro, todas as regiões teriam energia positiva diferindo apenas pelo nível. A curvatura do espaço é denominada agora de curvatura do qüindimensional espaço-tempo-energia quantizado. 

A luz conhecida no mundo material, em seu aspecto ondulatório, pode ser entendida como flutuação na densidade da energia positiva, a luz do plano espiritual como flutuação da densidade da energia negativa e a luz do plano mental como flutuações do campo mental. Cada uma destas três formas de luz podem ser percebidas nos outros planos. A luz do plano espiritual é a responsável pela formação da aura nos corpos materiais e a luz do plano mental é sentida como a luz do Amor espiritual.

O campo de energia, ou simplesmente FCU, no nível zero de energia, entre os dois universos, é constituído pelos diversos tipos de partículas elementares e suas antipartículas, positivas e negativas, embora com densidades locais diferentes. Essas partículas elementares e suas respectivas antipartículas formam os dipolos elétricos. Além disto pares elétron-pósitron girando em torno um do outro, com massa total nula, pares de quark e antiquark e mésons também entram na constityuição do FCU. Para níveis de energia mais positiva o campo vai tendo cada vez mais excesso de partículas elemenmtares h+ e pares de partículas materiais livres. Da mesma forma quanto mais negativo o nível de energia mais excesso de partículas h- e antipartículas virtuais são encontradas no campo. Uma antipartícula só é virtual se possuir energia negativa. Uma antipartícula com energia positiva encontra-se no mundo material. 

No espírito encarnado as energias positivas e negativas estão mais intimamente ligadas, embora cada uma em seu plano, graças à natureza do fluido vital que nada mais é que o FCU dotado de características especiais de vibração coerente, induzida no íntimo da estrutura celular. O perispírito adquire então estrutura semelhante à do corpo material e possui órgãos sensoriais correspondentes, permitindo-lhe a percepção da luz espiritual em seu cérebro perispiritual. Por meio de treinamento adequado é possível intensificar a comunicação entre os dois cérebros de modo a desenvolver os diversos tipos de mediunidade. Isso exige uma alta capacidade de abstração das sensações materiais, obtida com o auxílio da meditação, de modo a se poder sentir a sutil comunicação interior.

Como a região central é o plano mental podemos nos referir às três formas de energia também pelo nome de consciência que teria assim os três planos já conhecidos: consciência objetiva (a do plano material), subconsciência ou inconsciente coletivo (a do plano espiritual) e consciência cósmica (a do plano mental). Os transportes de matéria por efeito túnel não são uma viagem pelo tempo como se diz na ficção de hoje, na verdade são uma viagem através da consciência ou energia. Obviamente existe diferença entre consciência e energia. Podemos dizer que a consciência é um processo dinâmico de transferências de energias, que implica na existência de um organismo capaz de realizar essas transferências, embora no plano mental não haja necessidade desse organismo pois o próprio holograma já constitui por si mesmo um sistema organizado autoconsciente, ou onisciente. Deve ser notado entretanto que os níveis de consciência correspondem a diferentes níveis ou estados de energia. Esta é a razão da meditação, onde aquietamos nosso cérebro material que funciona em nível elevado de energia embaraçando a observação do funcionamento do cérebro perispiritual. 

Campinas, 9/4/95.

Resumo da Nona Mensagem:

O Universo é descrito pelos Espíritos como um qüindimensional espaço-tempo-energia quantizado, pois que não só a energia, como também o espaço e o tempo, são discretos. O efeito túnel é descrito como uma passagem pela dimensão da energia, portanto sem os inevitáveis paradoxos da viagem pelo tempo. O campo de energia, ou simplesmente FCU, no nível zero de energia, entre os dois universos, é constituído pelos diversos tipos de partículas elementares e suas antipartículas, positivas e negativas, com densidades locais diferentes. Essas partículas elementares e suas respectivas antipartículas formam os dipolos elétricos. Além disto pares elétron-pósitron girando em torno um do outro, com massa total nula, pares de quark e antiquark e mésons também entram na constituição do FCU.

A Física e o Espiritismo 14

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O Universo virtual:

Dirac, em sua Teoria do Pósitron, mostrou que na teoria quântica não é mais possível considerar que a energia do elétron assuma apenas valores positivos. Um elétron com energia positiva maior que mc2 pode saltar para um estado de energia negativa menor que -mc2. Um elétron de energia negativa poderia constituir precisamente um pósitron, porém, como os pósitrons observados tem energia cinética positiva, Dirac considerou que no Universo tal qual o conhecemos, os estados de energia negativa fossem quase todos ocupados por elétrons, não mais acessíveis à nossa observação devido à sua distribuição uniforme em toda a extensão do espaço. Nestas condições, todo estado de energia negativa não ocupado seria observado como uma lacuna e estas lacunas constituiriam os pósitrons.

Oitava mensagem:

Hoje vamos iniciar o estudo da matéria virtual. Falaremos apenas dos átomos virtuais, matéria sutil que a Ciência considera como sendo energia. Esses átomos virtuais estão num nível de energia abaixo dos níveis que são percebidos no mundo material, numa outra dimensão ou, podemos dizer mais precisamente, na direção negativa da dimensão energia. No nível zero de energia, entre os dois universos, está o campo com seus dipolos elétricos formados de pares de partículas elementares e suas respectivas antipartículas, pares elétron-pósitron girando em torno um do outro, com massa total nula, pares de quark e antiquark e mésons. Dirac chegou perto do assunto quando descreveu um mar de elétrons virtuais. O espaço não contém apenas elétrons virtuais mas também elétrons livres e pares pósitron-elétron com energia nula. Nos níveis negativos de energia estão os átomos virtuais. Os pósitrons da camada externa dos átomos virtuais, os pósitrons livres e os pares pósitron-elétron são aqueles considerados por Dirac. 

Um fóton contendo um par pósitron-elétron poderá se dissociar num campo magnético intenso, gerando as curvas das câmaras de bolha. Um fóton poderá também colidir com um átomo virtual, transferindo-lhe energia positiva e fazendo saltar um pósitron para estados mais elevados da matéria visível. Um pósitron no universo material poderá se associar a um elétron pelo processo que descrevemos atrás, constituindo um par pósitron-elétron, ou ser absorvido num núcleo atômico, para onde é atraído, ou ainda decair para níveis negativos de energia. Quando pósitron e elétron se unem, formando pares, emitem fótons aparentando terem se aniquilado. A aniquilação entre os dois só ocorre em casos especiais de colisão com grande energia, como nos aceleradores de partículas, gerando outras partículas como dissemos acima. Em estado de alta energia os dois se unem formando um fluido de quarks e antiquarks em fusão, fluido esse que pode se rematerializar dando origem a quarks e antiquarks dissociados, bárions, mésons ou novamente a um par pósitron e elétron. 

A matéria virtual nada mais é que a antimatéria no universo paralelo virtual, com toda a gama de partículas atômicas e subatômicas, convivendo lado a lado com o universo material, interpenetrando-se como se fossem complementares, interagindo muito fracamente devido aos seus diferentes níveis quânticos correspondentes, sem nenhuma influência química considerável entre um e outro. Cosmológicamente falando, a matéria virtual é a matéria que a Ciência diz que estaria faltando no universo, porque ambos os planos contribuem com sua atração para deter a expansão do Universo.

Mas é claro que existem diferenças, devido aos níveis de energia diferentes. O espectro da luz emitida e absorvida pela matéria virtual está numa faixa não visível, podendo ser detectadas por alguns equipamentos, mas freqüentemente têm sido confundidas com a luz emitida pela matéria comum. Algumas radiações virtuais emitidas são simplesmente denominadas de radiação de fundo, como se estivessem livres no espaço, por falta de melhor explicação dentro das teorias existentes, que não levam em consideração o universo virtual. Alguns elementos químicos não existem no Universo virtual, mas existem outros que não têm correspondentes no mundo material, como também existem diferenças no número de neutrons de diversos isótopos. 

Nas regiões do universo predominantemente materiais, onde o campo virtual tem menor densidade, as órbitas externas dos átomos de matéria virtual são de diâmetro relativo menor que as órbitas K dos átomos materiais. Desta forma, seus átomos são menores e, mesmo em níveis positivos de energia, podem penetrar com facilidade a matéria. Num campo virtual de densidade pequena as distâncias interatômicas virtuais são maiores, tornando as substâncias relativamente rarefeitas, menos densas e mais maleáveis. A freqüência da luz visível em nosso mundo espiritual, está abaixo da faixa do ultravioleta. 

Quando um fóton se dissocia, poderá na verdade estar colidindo com um par pósitron/elétron de energia nula. A emissão expontânea de um pósitron, no universo material, pode resultar da absorção de fótons por átomos virtuais, com energia suficiente para fazer o pósitron saltar para os estados mais elevados de energia da matéria visível. O pósitron que tem massa negativa no universo virtual se apresenta com massa positiva no universo material, conforme o Princípio da Relatividade Virtual. Esse pósitron eventualmente interage com um elétron e, neste caso, a carga e a massa de sinais opostos de ambos contribuem para formar pares neutros de massa nula, com emissão de fótons, aparentando a aniquilação dos dois. É mais provável entretanto que o pósitron emita o fóton absorvido, decaindo de volta para níveis negativos de energia. 

Da mesma forma que um elétron no universo material, um pósitron em órbita no universo virtual, ao receber energia salta para órbitas externas. O nível zero de energia se situa entre as dimensões positivas e negativas de energia e não nas órbitas externas. No nível zero o pósitron ou o elétron podem receber ou emitir energia, determinando para qual universo decairão.

Campinas, 11/3/95. 

Resumo da Oitava Mensagem:

Como vemos aqui, ao contrário do conceito de Dirac, os pósitrons não são lacunas e existem elétrons e pósitrons nos dois universos. O universo material, por convenção, está em níveis positivos de energia enquanto que o universo virtual está em níveis negativos de energia. As partículas de antimatéria tem massa negativa e portanto energia negativa, porém, por convenção, no universo virtual são consideradas como tendo massa positiva. Entre os dois universos, e portanto comum aos dois, está o nível de energia zero, com o FCU e as partículas de matéria e de antimatéria em baixo nível de energia. Existem diferenças entre as propriedades das substâncias nos dois universos bem como na faixa de freqüência da luz visível em cada um.

A Física e o Espiritismo 13

Ditado por espíritos diversos - Recebido por P.A.Ferreira
O movimento:

A Física ainda não considerou a quantização do movimento e não aceita os fenômenos espirituais de transportes de matéria, materializações, curas espirituais, mediunidade e outros. Existem uns poucos médicos e cientistas que aceitam a influência da mente sobre a matéria, mas, a maioria tenta, sem sucesso, explicar esses fenômenos através da parapsicologia. O Espiritismo porém está bastante adiantado nesta área, havendo uma vasta literatura a respeito. Esta lição dos Espíritos vem agora preencher o que seriam lacunas nestas duas áreas do conhecimento. 

Sétima Mensagem:

Hoje vamos estudar o movimento das partículas. Creio que você já teve intuição a respeito quando imaginou que todo movimento é quantizado. Sendo o holograma quantizado, o movimento se dá aos saltos. Nada na verdade é contínuo nem o espaço-tempo, consequentemente o movimento também não é contínuo. Daí que todas as grandezas da Física também são quantizáveis, como a energia, a temperatura, a massa, etc. Mas além de ser quantizado todo movimento é holográfico no sentido de que todo o holograma subjacente na mente universal é alterado, conforme já tínhamos dito nas primeiras aulas. Daí é fácil entender que todo o Universo está interligado e não há nada que aconteça que seja por acaso. Esta é de certa forma a teoria da sincronicidade e da ação à distância.

Como o espaço é preenchido de energia, composta de partículas elementares pontuais dos dois universos, temos entre cada dois pontos do espaço do universo material, um ponto não real que pertence a outra dimensão, ou outro plano. Um corpo que se desloca, portanto, ora passa por um ponto real ora pelo intervalo não real e a passagem por este espaço não real é o que a Ciência denomina de efeito túnel. É passando por esse espaço que o espírito pode atravessar a matéria, fazer materializações e transporte de matéria. 

O mundo material é formado pelos átomos e entre eles está o campo formado pelas partículas elementares com energia positiva. Entre essas partículas podemos vislumbrar os átomos virtuais e as partículas elementares com energia negativa que formam o mundo espiritual e entre as partículas elementares com energia positiva e negativa, ainda mais diminutas, poderíamos vislumbrar as partículas do mundo mental que, por serem parte do holograma, servem de matriz tanto para o mundo espiritual quanto para o material. Aliás até mesmo as partículas elementares de energia positiva e negativa são constituídas de pontos desse holograma. 

Esta é também a explicação para a coexistência do mundo espiritual com o material, lado a lado. O cérebro do corpo material foi acostumado a perceber apenas o mundo real. Entretanto ele poderá ver naturalmente ambos os mundos, se devidamente treinado, ou se desde criança não for ensinado a não ver o mundo espiritual. Ele poderia então percebê-lo normalmente, entre os espaços dos pontos materiais, pois estará vendo com os olhos do seu espírito, através de uma conexão com o cérebro do perispirito. 

Quando queremos mover um objeto, isso ocorre primeiro no holograma e a ação decorrente nada mais é que o reflexo do que está sendo mudado no holograma. Primeiro imaginamos o que queremos fazer, depois nos introvertemos e se a ação estiver de acordo com as Leis Naturais, o holograma é modificado correspondentemente e recebemos o impulso para executá-la -- isto é o que denominamos de vontade. Assim, pela vontade podemos, modificando o holograma, realizar os chamados milagres, que só ocorrem se estiverem de acordo com a vontade ou lei divina. É assim também que nós, espíritos, conseguimos atuar sobre a matéria - usando nossa vontade modificamos o holograma. 

Se a mente comandar uma modificação, de modo que os pontos se alternam de positivos para negativos, e se essa alternância for sucessiva entre os pontos vizinhos teremos o movimento do campo. Para um corpo material subconjuntos de pontos do corpo são alterados como acima e o corpo vai assim ocupando posições sucessivas na matriz fazendo o movimento. O corpo pode também ser desmaterializado totalmente e instantaneamente materializado em local distante, uma vez que esse transporte seria feito no holograma do campo mental. Isto é o que é chamado no Espiritismo de "Transporte de Matéria".

Resumo da Sétima Mensagem:

O movimento é quantizado e o efeito túnel, as materializações, a vidência, e a fácil atuação espiritual sobre a matéria são naturalmente explicados como uma ação sobre o holograma.