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Exercícios para a transformação espiritual 3

                                                                              A Força curativa da respiração - Marietta Till

A Respiração “Cósmica” I Sentado 

Sentamo-nos em postura correta, de ombros relaxados e abdômen descontraído. A parte posterior inferior da cabeça deve estar voltada um pouco para cima, na direção do teto, e o queixo inclinado em direção ao peito. 

Diante do nosso olho espiritual, surge a seguinte imagem: nosso coração se mostra como um centro luminoso de onde todo o nosso ser flui para o alto, para o cosmos, até encontrar o coração do nosso “eu superior” que, como fenômeno divino, paira acima de nós. Coração se une a coração, e a nossa alma a Deus. 

Enquanto nos familiarizamos com essa imagem, inspiramos lentamente e nos elevamos, com essa inspiração, até o “eu superior”, que nos envia a força do seu coração. Absorvemos essa força e a dirigimos, expirando, para baixo, para o nosso próprio coração.  

Combinamos essas duas fases respiratórias com o seguinte gesto: no início da inspiração, as palmas das mãos estão voltadas para a parte anterior do corpo, na altura do centro cardíaco. No decorrer da inspiração, elevamo-las cada vez mais alto até que, na altura aproximada da cabeça, sejam como duas taças a receber a energia vinda de cima. 

Ao expirar, abaixamos novamente as mãos, encerrando a força recebida — que podemos imaginar sob a forma de luz — com ambas as mãos no nosso coração. 

Como apoio à nossa visualização, podemos recorrer à bela representação da união com o “eu superior” contida no Livro Tibetano dos Mortos. 

Efeito: sente-se esse efeito, antes de tudo, no nível psíquico: aconchego, serenidade, tranqüilidade. 

Imaginamos: “A proteção das forças superiores me envolve.” 

A Respiração “Cósmica” II, em Pé 

Do Livro Conversas com Seth, de Jane Roberts :

“... fechai vossos olhos e buscai sentir, no íntimo, a fonte da energia de onde partem vossa respiração e vitalidade. Alguns, dentre vós, o conseguirão na primeira tentativa. Outros levarão mais tempo. Assim que sentirdes dentro de vós essa fonte de energia, procurai seguir o fluxo energético que permeia todo o vosso corpo, procurai senti-lo passar através das pontas dos dedos das mãos e dos pés, sentindo-vos a vós mesmos como o centro de tudo isso. 

Imaginai como as irradiações (da vossa fonte de energia) penetram, sem impedimento, por baixo de vós, até o centro da terra, e como, acima de vós, elas permeiam a folhagem e as nuvens e, finalmente, se expandem até as mais remotas esferas do universo. Da mesma forma, as emanações da vossa consciência e da força criadora da vossa alma penetram no mundo exterior. Este exercício vos dará uma idéia da verdadeira criatividade e da vitalidade da vossa alma...” 

1. Sentimos o nosso centro, que se encontra no lugar onde surge o nosso impulso respiratório. Dirigimos tranquilamente nossa respiração a partir desse lugar. 

2. Agora, deixamo-nos encher pela inspiração e, acompanhando a expiração, enviamos o fluxo energético para os pés. Estes “lançam raízes para dentro da terra”. Na respiração seguinte, deixamos o fluxo atravessar os pés e a terra até o centro do globo, o núcleo ígneo do magma. 

3. Inspirando, erguemos os braços, abrindo-nos em toda a largura em direção ao céu e, juntamente com a expiração, enviamos o fluxo energético, partindo do centro, passando pelas mãos e pelas pontas dos dedos e, ao mesmo tempo, também pela cabeça, para longe, no espaço, para o universo.

4. A cada repetição, nossa vitalidade e nossa consciência aumentam. Pelo intercâmbio, recebemos a energia do espaço cósmico. 

Fazer o exercício sete vezes. 

Efeito: sensação de expansão ilimitada e de grande potência criativa. Fortalecimento do invólucro protetor etéreo, e proteção contra as influências hostis. 

Imaginamos: “Uno com o cosmos.” ‘Aberto às inspirações superiores.”’ ‘Tranqüilidade, força, saúde e harmonia.”

Exercícios para a transformação espiritual 2

                                                                              A Força curativa da respiração - Marietta Till

A Respiração dos Elementos Sentado 

Este exercício proporciona muito prazer; exige, no entanto, especial força de concentração e de visualização. E preciso estar ciente de que os quatro elementos — o fogo, a água, o ar e a terra —estão presentes, de maneira natural e sutil, em tudo o que vive, as¬sim como o ar que nos circunda. 

Cada um deles tem as suas qualidades e irradiações características, de que podemos tirar proveito. 

Suponhamos que não sentimos energia ígnea suficiente dentro de nós, ou seja, que sentimos falta de iniciativa e de energia; nesse caso, podemos potencializar a força ígnea por meio desse exercício. Se temos falta de água, ou seja, falta de sensibilidade, simpatia ou descontração, sorvemos o elemento água em forma de vapor ou de neblina com todos os poros e “nos tornamos água”. O ar fortalece nossa capacidade de comunicação; a terra, o nosso apoio interior, o nosso nível material. 

Segue aqui a indicação sumária e separada do exercício para cada um dos quatro elementos, de modo a facilitar a sua realização. 

1. O elemento água 

Estamos sentados, em postura correta e descontraída, mantendo o abdômen solto. Visualizamos uma paisagem outonal com neblina, as árvores cobertas de orvalho e um riacho murmurando; nossos cabelos e pele estão úmidos, a água corre sobre o nosso rosto como lágrimas. 

Então, com a boca entreaberta (mais ou menos como na respiração I da coluna vertebral) e as bordas da língua tocando os dentes, aspiramos o elemento água desse ambiente. Tendo inspirado, suspendemos a respiração durante um breve tempo a fim de fixar dentro de nós o elemento água e, em seguida, expiramos lentamente, de maneira normal. Assim, sorvemos sete vezes, permanecendo um tempo um pouco mais longo, para nos aprofundarmos totalmente na natureza da água. Nós nos “tornamos água”. Em sete tempos, deixamos que a água torne a sair. Fazemos isso inspirando normalmente e, em seguida, com a boca em forma de bico, sopramos, fazendo “ssss”, de cada vez, uma pequena quantidade do elemento adquirido, devolvendo-o ao ambiente. Devolvemos o que recebemos, mas a experiência da “água” nos transformou. 

2. O elemento ar 

a) Sentamo-nos numa postura correta, com o abdômen descontraído. 

b) Imaginamos estar num morro, no meio do vento outonal. Pipas sobem, esvoaçam bandeiras, gralhas bailam no ar; o sopro do vento nos ajuda a aspirar, com todos os poros, o elemento ar. 

c) De boca entreaberta, aspiramos o elemento ar. 

d) Fazemos uma pequena pausa, fixando o elemento ar, e expiramos normalmente, de boca fechada. 

e) Repetir sete vezes. 

f) Expirar sete vezes, fazendo “ffff” após a inspiração normal. 

g) Apalpamos, em meditação, a experiência do “ar”. 

3. O elemento fogo 

a) Sentamo-nos em postura correta, com o abdômen descontraído. 

b) Imaginamos uma fogueira de São João numa montanha; o fogo crepita, as labaredas sobem para o céu; sentimos o calor e vemos as brasas vermelhas; coisas velhas estão se incinerando — transformação! 

c) De boca entreaberta, aspiramos o elemento fogo. 

d) Fazemos uma pequena pausa a fim de fixar o elemento fogo e, em seguida, expiramos normalmente, de boca fechada. 

e) Repetir sete vezes. 

f) Expirar sete vezes, fazendo “fff’, depois de ter inspirado normalmente. 

g) Sentimos, em meditação, a experiência “fogo”. 

4. O elemento terra 

a) Sentamo-nos em postura correta, com o abdômen descontraído. 

b) Imaginamos estar na margem de um campo recentemente arado que, dentro em pouco, receberá a semeadura. A terra aberta exala um odor de fertilidade; pensamos na semente que se abrirá para uma nova vida. 

c) Com a boca entreaberta, aspiramos o elemento terra. 

d) Fazemos uma pequena pausa, fixando o elemento terra e, em seguida, expiramos normalmente, de boca fechada. 

e) Repetir sete vezes. 

f) Expirar sete vezes, fazendo “ffff”, após ter inspirado normalmente. 

g) Sentimos, em meditação, a experiência “terra”. 

Efeito: Praticados com a necessária dedicação, os quatro exercícios acima poderão provocar uma transformação psico-espiritual. 

Imaginamos: “Eu sou a água, o rio, o oceano.” “Eu sou o ar, o vento; sou leve, estou voando, sou um com a humanidade.” “Eu sou o fogo, a chama, o calor.” “Eu sou a terra; estou firmemente plantado, cheio de confiança, aberto para o que acontecerá.”

Exercícios para a transformação espiritual 1

                                                                              A Força curativa da respiração - Marietta Till

Conscientização dos dois hemisférios cerebrais 
Sentado ou Deitado 

Concentramo-nos no cérebro que, por meio do corpo caloso, é dividido em duas metades. 

Estamos sentados, eretos, de olhos fechados, estabelecendo contato com o nosso cérebro, olhando alternadamente com o olho esquerdo para o hemisfério esquerdo do cérebro e, com o olho direito, para o hemisfério direito. Respiramos calma e ritmicamente, e olhamos, em seguida, internamente, com ambos os olhos, para o lugar entre os dois hemisférios, onde se encontra o corpo caloso. 

Essa localização é necessária para que se possa aprender a conduzir nossa consciência ao lugar certo, quando, então, começaremos o exercício propriamente dito. 

Inspiramos lentamente, ficando repletos de ar, e, em seguida, fazemos uma pequena pausa. Expirando, dirigimos o fluxo da consciência, como se fosse um holofote, para o hemisfério esquerdo do cérebro e olhamos, por assim dizer, para dentro. Tornamos a inspirar, fazemos uma pausa e, ao expirar, dirigimos o “holofote” para a metade direita do cérebro. 

Procuramos ter presente que: o lado esquerdo corresponde ao pensamento lógico e, o lado direito, ao sonho, à intuição e à inspiração (inspiração aqui não se refere ao ato da respiração, mas à idéia criativa. (N. T.).) Para sentir ainda melhor as duas metades do cérebro, podemos ampliar o exercício da seguinte maneira: 

lado esquerdo: inspirar, pausa; combinar a expiração com a projeção de um número. 

lado direito: inspirar, pausa; combinar a expiração com a projeção de uma letra. 

esquerdo: o número “1” direito: a letra “a” 
                      o número “2”                 a letra “b” 
                      o número “3”                 a letra “c” 

Podemos prosseguir com essa combinação de letras e de números durante o tempo que for agradável, assim como inverter a combinação ou estender o exercício até pares opostos, como, por exemplo, verão-inverno, preto-branco, etc. 

Efeito: melhoramento das funções cerebrais, aumento da criatividade; útil para canhotos e para pessoas que sofreram algum ataque apoplético. 

Imaginamos: “Estou desperto e sereno.”

A Respiração da Tranqüilidade Meditativa 
Sentado ou Deitado 

Este exercício, praticado nos conventos japoneses, promove a calma do nosso campo interior como contrapeso à agitação do ambiente. Deixamos que o corpo e o coração se aquietem, abrandamos a respiração, descontraímo-nos e fechamos suavemente os olhos. Os globos oculares voltam-se para a base do nariz. Deixamos então que as fases respiratórias se tornem cada vez mais leves e longas. Toda a sugestão se concentra no silêncio, na leveza, na suavidade e na inatividade, até sentirmos claramente como o corpo começa a vibrar suavemente. Sentimos, no baixo ventre, um calor que se estende até circula no as plantas dos pés e, finalmente, corpo inteiro. Nosso corpo se expande indefinidamente pelo quarto, pela cidade e para além, até parecer preencher todo o universo. Crescemos além de todos os limites. Experimentamos o silêncio completo.

Efeito: serenidade psíquica e bem-estar corporal; combate às perturbações do ritmo cardíaco e à insônia. 

Imaginamos: “Estou no aconchego do grande fluxo cósmico.”

A Respiração do Pentagrama Deitado

O pentagrama é um dos antigos símbolos do homem. Estamos deitados no chão; abrimos as pernas e estendemos os braços para os lados. Imaginamos que estamos encaixados num pentagrama cujos cinco ângulos são as pontas dos pés, as pontas dos dedos das mãos e o topo da cabeça. Deixamo-nos encher completamente pela inspiração, respirando para o interior desse símbolo do ser humano e, expirando, expandimo-nos juntamente com o pentagrama. A cada respiração, continuamos a crescer para todos os lados ate que, em forma de pentagrama, preenchemos todo o recinto e crescemos até mesmo para além dele. Finalmente, tornamo-nos tão grandes como um gigante. Mantemos essa postura expandida durante algum tempo e, em seguida, encolhemo-nos até o nosso tamanho normal. As pernas e os braços assumem a posição inicial. 

Efeito: ampliação da consciência, combate à pusilanimidade, à angústia e à falta de confiança em si próprio. 

Imaginamos: “Sou o pentagrama.” “Sou o círculo.”

Nutrindo os centros energéticos


RESPIRAÇÃO DA COLUNA VERTEBRAL, SENTADO 

Exercício da Coluna Vertebral — os Sete Centros Energéticos 

As diversas “respirações da coluna vertebral” ocupam lugar especial no campo do treinamento respiratório. Elas atuam em nível superior e de maneira mais forte do que os simples exercícios ante¬riores, porque estimulam uma ocorrência espiritualizante. Isso se relaciona com o fato de que, na espinha dorsal — nossa “arvore da vida” — encontram-se sete centros energéticos que, ininterruptamente, trazem energia dos mundos superiores para o nosso corpo invisível, sutil. E o nosso corpo físico não poderia existir sem o fluxo energético do corpo sutil! (que o corpo sutil, com os centros energéticos, “nutre” literalmente o corpo físico visível é demonstrado, na história recente, pelos exemplos de jejum completo. Assim, a indiana Ma Giri Bala vivia há mais de cinqüenta anos sem comer e sem beber (ver YoganandaY Autobiografia de um Iogue); a francesa Marthe Robin passou quarenta anos sem se alimentar (ver Guitton, Portrait de Marthe Robin, Editora Grasset 1985); e Teresa Neumann, da Alemanha, viveu trinta anos sem alimento sólido ou liquido (ver Steiner, Therese Neumann, Editora Schnell & Steiner, 1968).) Esses centros energéticos assemelham-se a pequenos discos de cerca de seis centímetros de diâmetro que, no homem comum, têm um brilho semelhante ao da brasa abafada. Quando, porém, são “despertados”, quando nos conscientizamos deles e os carregamos de energia, tornam-se radiantes como pequeninos sóis de cores cintilantes. (centros energéticos, assim como o corpo de éter e prana a que estão ligados, podem ser claramente percebidos pelos videntes.) Pela perspectiva lateral do tronco, parecem flores, cujos caules nascem de determinado ponto da espinha dorsal (ver ilustração).



Para coordenar melhor nossos exercícios com os centros energéticos, vamos fazer um breve esboço da esfera de ação dos centros e da sua relação com o evento físico-psíquico-espiritual. 


1. Centro-raiz 

Situado no fundo da bacia, próximo do cóccix. 
Cor: vermelha. 
Sede da energia vital, da energia sexual, abastecimento energético de todo o organismo; Fonte de energia para os outros centros energéticos.  

2. Centro sacro 

Situado na parte inferior do abdômen, entre a quinta vértebra lombar e o sacro. 
Cor: laranja. 
Digestão, circulação e pressão sanguíneas, eliminação e purificação, também no sentido psíquico-espiritual. 

3. Plexo solar ou centro umbilical 

Situado entre a duodécima vértebra torácica e a primeira vértebra lombar. 
Cor: amarela. 
“Digerir”, também no sentido psíquico-espiritual. Estômago, fígado, pâncreas. Estreitamente relacionado com as emoções e o sistema nervoso vegetativo. 

4. Centro cardíaco 

Situado entre a quarta e quinta vértebras torácicas. Cor: verde. 
Coração, região inferior dos pulmões, circulação sanguínea. 
Devido à sua posição “mediana”, entre os centros energéticos inferiores e superiores, é especialmente importante para nós. Nele reside a fonte de simpatia com todos os entes vivos, o lugar onde a energia vital-animal pode ser transformada em amor todo-envolvente e onde, segundo os xamãs, estão as raízes e o começo do “caminho com coração”. 

5. Centro laríngeo 

Situado sob o “pomo-de-adão”. 
Cor: azul claro. 
Tireóide, laringe, esôfago, cordas vocais. Alimentação dos centros espirituais (6 e 7) com energia vital, fonte da comunicação humana, importante para as pessoas que ensinam e orientam. Regulação do princípio do poder (uso e abuso). 

6. Centro frontal 

Situado no centro da testa, entre as sobrancelhas, o “terceiro olho”. 
Cor: azul Índigo. 
Panes inferiores do cérebro, visão, olfato, audição, paladar, conhecimento espiritual, intuição. 

7. Centro do vértice 

No vértice. 
Cor: lilás-violeta. 
União com o mundo cósmico-espiritual e com sua energia espiritual, contendo a possibilidade da transformação do ego em “eu superior” 

A conscientização e o carregamento dos sete centros energéticos 

Primeira possibilidade: 

Tal como já foi descrito, no direcionamento da energia respiratória (prana) para os lugares doentes, deixamos surgir, diante do nosso olho espiritual, a imagem do centro desejado, com a sua cor correspondente. Deitamos nossa mão direita sobre ele e, com a imaginação, dirigimos, expirando, o fluxo claro e luminoso para o interior do centro.

Segunda possibilidade: 

Erguemos o braço esquerdo acima da cabeça, por assim dizer, na direção do céu, voltando para cima a palma da mão. Esta recolhe o fluxo energético das regiões superiores. A mão direita (ou a ponta dos dedos) é apoiada sobre o centro energético desejado.  

Inspirando, imaginamos: com a minha mão esquerda, capto energia. 

Expirando, imaginamos: envio a energia captada para o meu centro (cardíaco, laríngeo, umbilical, etc.). 

Efeito: fortalecimento dos órgãos e das partes do corpo ligados ao centro em questão; criação de energias de cura nesses lugares. 

Imaginamos: “Energia e saúde para o meu centro...” “Sou a árvore da vida.” 

Vamos lembrar:

Todos os exercícios da coluna vertebral produzem o carrega¬mento e fortalecimento dos centros energéticos. A coluna vertebral é a nossa “árvore da vida”, a fonte das energias mais sutis!

A Força curativa da respiração 3

                                                                           A Força curativa da respiração - Marietta Till

EXERCÍCIOS BÁSICOS 

TREINAMENTO DA RESPIRAÇÃO 

2. Respiração Alternada Sentado, para Melhorar o Desempenho do Nariz 

O polegar e o indicador estão prontos para fechar o lado correspondente do nariz. Agora, bem rápida e superficialmente, inspirar por ambas as narinas e, alternando, expirar pela narina esquerda ou pela direita. 

Fazer o exercício durante meio minuto. 

Efeito: ativação das células nervosas do terço superior do nariz, a quem cabe, antes de tudo, a assimilação de prana. Arejamento e limpeza do nariz. 

Imaginamos: “Vivo e desperto no cérebro.” 

3. Respiração “Fole” Sentado, para o Abdômen e o Peito 

a) pôr as mãos sobre o abdômen. Agora, com simples respiração abdominal (exercício 1 a), inspirar e expirar pelo nariz, de maneira bem vigorosa e audível, como se se quisesse, com a ajuda de um fole, acender o fogo numa lareira. 

b) fazer o mesmo, com simples respiração torácica (exercício 1 b). 

Fazer isso durante trinta a sessenta segundos. 

Efeito: ativa e estimula os órgãos da digestão, produz calor e combate o cansaço. 

Imaginamos: “Força e profunda confiança.” 

4. Respiração Hara Sentado 

Essa respiração vem da esfera das disciplinas japonesas e se refere ao abdômen como suporte principal do ponto energético ki a ser procurado cerca de 3 centímetros abaixo do umbigo. “Hara” é a palavra japonesa que significa “abdômen”. Este é fortalecido mediante esse exercício, fator muito importante para o ato libertador —relacionado com esse exercício — de “descer ao âmago do nosso ser”. Segundo a concepção oriental, um homem sem Hara é um homem inconstante. 

Colocamos as mãos sobre o abdômen e inspiramos lentamente até estarmos agradavelmente cheios de ar. Fazemos uma pequena pausa e, em seguida, expiramos de boca entreaberta e com a ajuda de um prolongado “ffff”. Enquanto isso, o abdômen deverá estar totalmente descontraído, só retornando à sua posição inicial no fim da expiração. Durante a expiração, imaginamos uma bola de chumbo que desce interiormente para o fundo da bacia. Também pode ser de algum auxílio imaginar que se está sendo libertado de uma carga pesada. 

Por favor, não vamos ter escrúpulos estéticos ao nos identificarmos, por um curto espaço de tempo, com a figura acentuadamente barriguda de uma estátua de Buda. Ter a consciência do abdômen alivia o cansaço do homem ocidental. 

Efeito: libertação do medo, eliminação de cólicas no baixo-ventre, no estômago e na vesícula biliar, e combate às dores menstruais. 

Imaginamos: “Firme e inatacável como uma rocha.” 

5. Respiração do Bocejo Sentado 

A boca deve ficar bem aberta. Com a ajuda da vogal “a”, provocamos um autêntico ato de bocejar, durante o qual nos esticamos como um gato que acorda do sono. Como bocejar é contagioso, será mais fácil fazer a respiração do bocejo em grupo. Expirar pela boca aberta. 

Fazer o exercício cinco vezes. 

Efeito: aprofundamento da respiração, descontração, relaxamento de tensões e medos, ampliação dos brônquios. 

Imaginamos: “Desperto e sadio.” 

6. “Soprar a Sopa” Sentado 

Fazemos “um bico” com a boca, como se fôssemos assobiar; inspiramos pelo nariz e expiramos pelos lábios em forma de bico, imaginando que queremos esfriar uma colher cheia de sopa quente. Para controlar a respiração, colocamos a palma da mão direita diante da boca. 

Efeito: desperta o centro energético entre as sobrancelhas, aumenta a memória e a clareza de espírito. 

Imaginamos: “Estou bem desperto e com a cabeça lúcida.” 

7. “Soprar a Vela” Sentado 

Sentamo-nos diante de urna vela acesa e com os lábios em forma de bico sopramos na direção da chama, mas apenas o bastante para fazê-la curvar-se, sem apagá-la. Aos poucos, com o tempo, distanciamo-nos cada vez mais da vela. Assim, precisamos soprar cada vez com mais força e com melhor pontaria, o que aumenta o efeito. 

Fazer o exercício sete vezes. 

Efeito: o mesmo do exercício 6 - “soprar a sopa. 

Imaginamos: “Visando o alvo e concentrado, trabalho cada vez melhor. 

8. O “Leão” Deitado ou Sentado nos Calcanhares’



Na postura de “meia-vela” (ver ilustração), esticamos o mais possível a língua para fora e inspiramos e expiramos suavemente pelo nariz. Em seguida, recolhemos a língua e pressionamos firmemente o lado inferior dela contra o céu da boca, continuando, enquanto isso, a respirar pelo nariz. Voltar a esticar a língua para fora e repetir o processo umas cinco vezes. Na postura de meia-vela, a garganta recebe melhor irrigação sanguínea, de modo que o efeito aumenta. 


Efeito: combate resfriados incipientes e doenças das vias respiratórias. 

Imaginamos: “De momento a momento, estou me sentindo cada vez melhor.” 

9. Respiração Lateral Em Pé ou Deitado 

Deitamos a mão esquerda sobre o lado direito das costelas; depois, inspirando, levantamos o braço esquerdo, com o indicador esticado, por cima da cabeça. Esticamos o máximo possível o lado direito, apalpando interiormente o pulmão direito. Expiramos e deixamos cair o braço. Em seguida, esticamos o lado esquerdo, tratando de sentir o coração e o pulmão esquerdo. Expiramos novamente. 

Fazer o exercício três vezes de cada lado. 

Efeito: conscientização e ampliação dos dois pulmões e libertação de bloqueios. Combate problemas de postura e escoliose. 

Imaginamos: “O coração e os pulmões trabalham de maneira sadia e normal.” 

10. Respiração Dorsal, de Quatro “Corcunda de Gato”


Apoiados nas mão e nos joelhos, durante a inspiração, abaulamos as costas como faz o gato, enchendo especialmente a região dorsal dos pulmões com bastante ar fresco. Retemos o ar um pouco e, em seguida, expirando, retraímos a espinha dorsal em direção ao chão e levantamos a cabeça. 

Fazer o exercício sete vezes. 

Efeito: Arejamento total dos pulmões, saúde para a pleura. 

11. Respiração com Enfase no Olfato (Aromaterapia) 

Sentado Fechamos uma das narinas com o indicador e inspiramos com a outra narina, como se estivéssemos “farejando”, mas não rápido demais. Enquanto isso, imaginamos intensamente um aroma que deve ter um determinado efeito, como, por exemplo, café moído na hora (faz despertar), mente, limão (refrescantes), lavanda, sálvia (calmantes). 

Em seguida, expira-se pela mesma narina, novamente de maneira intermitente. Inflamos um pouco as narinas a fim de dar mais intensidade ao aroma. 

Podemos também ir mais longe e aplicar a aromaterapia de maneira mais prática, pondo uma gota de óleo aromático (ou um pouquinho de café moído) numa das mãos e, cheirando com prazer, aspiramos profundamente o aroma pelo nariz. Sabemos que esses óleos têm maior efeito terapêutico do que a infusão da mesma planta, porque o ato de cheirar leva a ação do aroma para o cérebro, que governa nossas funções corporais. 

Não se deve esquecer de fazer uma pausa entre a inspiração e a expiração e vice-Versa. 

Fazer o exercício três vezes para cada lado. 

Efeito: o acima descrito. 

Imaginamos: ‘Estou desperto e vivo.” “Estou tranqüilo e descontraído.” ‘Estou à altura da minha tarefa.”

12. A “Cobra Sibilante” - Estimulante Circulatório Sentado 

Sentamo-nos em postura reta e, expandindo o peito, deixamos que a inspiração nos encha de ar; interrompemos a inspiração por um instante e, em seguida, expiramos bem lentamente, sibilando “sss”. Essa resistência intercalada chama forças ocultas à superfície. 

Fazer o exercício de três a cinco vezes. 

Efeito: estimulação da circulação, aumento da pressão sanguínea, combate à falta de vontade e ao cansaço. 

Imaginamos: “A cada dia, minha resistência aumenta mais.” 

13. Respiração Refrescante - Aromaterapia 

A língua, enrolada no sentido longitudinal, é esticada bem para fora; através dessa espécie de tubo, sorvemos suave e gostosamente o ar; detemo-nos um pouco e, em seguida, expiramos normalmente pelo nariz. Ao mesmo tempo, imaginamos um aroma refrescante (por exemplo, de limão, laranja ou mente), mas podemos igualmente pôr uma gota dessas substâncias sobre a língua. O uso direto dessas essências facilita, no início, o exercício. Contudo, com a crescente habilidade, podemos prescindir dessas substâncias. 

Fazer o exercício de três a cinco vezes. 

Efeito: frescura, quando o ar está muito quente; combate à agitação, à ira e ao aborrecimento. 

Imaginamos: “Sinto-me refrescado e distante das coisas.”

A Força Curativa da Respiração 2

                                                                               A Força curativa da respiração - Marietta Till


1. Respiração Dividida e Completa

Deitado, para Sentir os Diversos Estados dos Pulmões 

Vamos nos lembrar: 

- primeiro, sempre expirar completamente (“dar deixa mais feliz do que receber”). 

a) Respiração abdominal 

Esta respiração serve para fortalecer a nossa base, coisa frequentemente negligenciada. 

Colocamos ambas as mãos sobre o abdômen e, devagar, de modo consciente, enchemos a parte inferior dos pulmões. O abdômen se eleva, abaulando-se. Após termos inspirado, retemos um pouco o ar; em seguida, expiramos vagarosamente, deixando o abdômen se contrair. 

Sempre, em todos os exercícios, deve-se tentar prolongar a respiração o máximo possível! 

Ao expirar, dirigimos conscientemente a energia para todos os órgãos abdominais e para os pés, acalmando a circulação. A parte inferior do tecido pulmonar é a mais vigorosa. 

Fazer o exercício de cinco a sete vezes. 

b) Respiração torácica 

Colocamos ambas as mãos sobre as costelas, com os polegares apontando para trás. Inspiramos, enchendo conscientemente a parte média dos pulmões e distendendo bem as costelas. Dessa forma, as costas também se alargam, e ficamos “redondos como um barril”. De pulmões cheios, fazemos uma pequena pausa e, depois, expirando, dirigimos conscientemente a energia para o coração e para os pulmões. 

Fazer o exercício de cinco a sete vezes. 

c) Respiração das extremidades dos pulmões 

Colocamos os três dedos médios de ambas as mãos sobre a caixa torácica, debaixo das clavículas, onde sentimos uma pequena concavidade. Ali está a extremidade dos pulmões, atualmente muito negligenciada (má postura com o peito encolhido), embora sejam muito úteis à atividade cerebral. Agora — dentro do possível, sem muita participação do abdômen e do peito — enchemos lentamente a extremidade dos pulmões, indo ao encontro dos dedos, sem forçar, apenas até o ponto em que seja agradável. Ao expirar, imaginamos a tireóide e o cérebro, dirigindo-lhes a energia, ficando bem despertos. Fazer o exercício de cinco a sete vezes. 

d) Respiração completa, normal 

Juntamos as três fases respiratórias anteriores numa única inspiração e expiração. Começamos pelo abdômen, passamos para as costelas e, por fim, enchemos a extremidade dos pulmões. Tudo isso, portanto, corre de baixo para cima. Respiramos lenta e comodamente como em “câmara lenta” e, de pulmões cheios, retemos o alento. 

Para começar, recomenda-se o seguinte ritmo: inspirar em cinco tempos, que correspondem aproximadamente à batida cardíaca; suspender o alento por três tempos; expirar em cinco tempos; suspender a respiração por três tempos. 

Mas, por favor, não de maneira a incomodar; dentro em pouco, isso funcionará sem contagem, por pura sensação! 

Neste exercício, podemos dirigir toda a energia assimilada conscientemente para todo o corpo, desde o vértice até a planta dos pés. 

Fazer o exercício de cinco a sete vezes. 

Efeito: aumento da vitalidade. 

Imaginamos: “Em cada respiração, recolho energia.” “De momento a momento, sinto-me cada vez melhor.”

A Força Curativa da Respiração 1


Exercícios respiratórios destinados a combater as mais variadas moléstias e doenças do corpo, assim como angústias, depressões e outros problemas psíquicos. 

Não é sem razão que, em todas as atividades que dependem do sugestionamento  acima de tudo, na hipnose e no treinamento autógeno, a respiração, aplicada consciente e objetivamente, desempenha um papel importante. 

Por outro lado, utiliza-se também a força da imaginação como um ele mento essencial da terapia respiratória. 

Por isso, acrescenta-se a cada exercício uma fórmula sugestiva ou uma imagem com função meditativa, que apóia e aumenta o poder de cura da respiração. Desse modo, a respiração não serve somente à preservação da saúde, à prevenção de doenças ou à sua cura, mas leva também ao relaxamento, ao mergulho dentro de si mesmo e à ampliação da consciência. Nesse caminho, a força da respiração torna-se a fonte da harmonia entre o espírito e o corpo.

I- EXERCÍCIOS PRELIMINARES 

Relaxamento Completo 

Este treino de descontração deveria ser realizado sempre em primeiro lugar, quando nos preparamos para os exercícios respiratórios. 

Deitamo-nos numa esteira e, com os braços acima da cabeça, estiramo-nos para cima e para baixo. “Crescemos além” do corpo. Em seguida, começamos com o próprio relaxamento. 

Os braços estão esticados ao lado dos quadris, os pés um pouco afastados um do outro, nas costas, unimos um pouco mais as omoplatas, de modo que possamos virar a palma das mãos para cima. O queixo aponta levemente para o peito. Os olhos estão fechados, os globos oculares dirigidos para a base do nariz, como se quiséssemos olhar para dentro do cérebro. 

Acompanhando a crescente sensação de peso nos braços e pernas, na cabeça e no tronco, deixamo-nos afundar cada vez mais como se mergulhássemos num grosso edredão de plumas. 

Agora, observamos a nossa respiração. No lugar onde nasce o impulso de inspirar, aí está o nosso centro. Não interferimos no acontecimento natural; apenas o observamos, o testemunhamos. Inteiramente por si mesma, a respiração se torna mais lenta e calma e, sem nenhum ruído, o alento entra e sai. A boca está fechada. Experimentamos a sensação: “Respira-se dentro de mim”. No relaxamento completo, distanciamo-nos das coisas, sejam elas importantes ou não, distanciamo-nos do quotidiano e, neste instante, vemos como todos os problemas se tornam menores ou in¬significantes. Tudo se distancia de nós, como pessoas que desaparecem numa longa alameda. 

Relaxamento significa vigilância interior e máxima concentração. Não devemos confundi-lo com um cochilo agradável num divã!